Numa reviravolta inesperada do destino, Wall Street enfrentou uma maior volatilidade na quarta-feira, à medida que o otimismo inicial de 2024 rapidamente deu lugar à cautela. O dia de negociação foi marcado por uma notável queda nas ações de tecnologia, levando a uma notável queda do Nasdaq Composite pelo segundo dia consecutivo. Esta tendência de queda foi ainda agravada pela substancial queda de quase 300 pontos do Dow Jones Industrial Average. Num cenário de incerteza, o foco dos investidores se voltou bruscamente para a política monetária firme do Federal Reserve, conforme revelado nas últimas atas da reunião. Esta revelação, juntamente com as respostas mistas dos mercados globais e as oscilações nos rendimentos dos títulos do tesouro, representou um mercado em fluxo, navegando com cautela nos primeiros contornos de um novo ano financeiro.

Principais pontos:

  • Queda do Nasdaq Composite: O índice tecnológico caiu 1,2%, marcando a continuação da sua tendência de baixa e o pior desempenho desde outubro, sendo significativamente impactado por importantes ações de tecnologia como a Apple, que caiu 0,8% após um rebaixamento pelo Barclays.
  • Queda do Dow Jones e do S&P 500: O Dow Jones Industrial Average caiu 283 pontos, o que se traduz numa queda de 0,8%, enquanto o S&P 500 também recuou, caindo 0,8%. Este movimento reflete uma maior incerteza no mercado e cautela por parte dos investidores.
  • Pressão sobre Ações de Tecnologia: Gigantes da tecnologia como Nvidia, Tesla e Meta registraram quedas, contribuindo para a queda geral do Nasdaq. A queda adicional de 0,8% da Apple após o rebaixamento exemplifica ainda mais os desafios do setor de tecnologia.
  • Flutuações nos Rendimentos dos Títulos do Tesouro: O rendimento dos títulos do tesouro de 10 anos dos EUA aumentou brevemente acima de 4%, estabilizando posteriormente em torno de 3,91%, aumentando o nervosismo do mercado e influenciando as decisões dos investidores.
  • Perspectiva da Política do Federal Reserve: As atas da reunião do Fed indicaram uma abordagem cautelosa, sem planos imediatos de cortes de taxas. Esta postura levou a uma moderação no otimismo do mercado no início do ano e a uma recalibração das expectativas.
  • Reações dos Mercados Globais: Os mercados europeus espelharam a tendência dos EUA, com o índice Stoxx 600 caindo 1,0%. Os mercados da Ásia-Pacífico também experimentaram quedas, especialmente nos setores de tecnologia, afetados pelas dinâmicas globais de mercado e rebaixamentos específicos.
  • Aumento nos Preços do Petróleo: Em meio a tensões geopolíticas no Oriente Médio, os preços do petróleo bruto WTI testemunharam um aumento significativo de mais de 3%, atingindo US$ 72,84 por barril. Este aumento nos preços do petróleo influenciou vários setores do mercado, impactando principalmente as ações de companhias aéreas.

FX Hoje:

  • USD/JPY Vacila Perto de 143,75: O par USD/JPY teve uma sessão dinâmica, inicialmente subindo, mas não conseguindo se sustentar acima de 143,75. A pressão de venda do iene diminuiu após as últimas atas da reunião do Federal Reserve, que pareciam desapontar as expectativas do mercado por cortes de taxas mais agressivos.
  • EUR/USD Cai para a Região Abaixo de 1,0900: O par EUR/USD experimentou uma queda, caindo abaixo do nível de 1,0900 pela primeira vez desde meados de dezembro. Esse movimento foi influenciado pelo dólar americano mais forte e pela fraqueza geral em ativos mais arriscados.
  • GBP/USD Mostra Sinais Mistos: O par GBP/USD exibiu alguma resistência, revisitando a faixa superior de 1,2600. Esse movimento ocorreu em um contexto mais amplo de três sessões consecutivas de perdas, destacando a posição única da libra esterlina no ambiente de mercado atual.
  • USD/CAD Avança em Meio à Fraqueza do Dólar Canadense: O par USD/CAD atingiu máximas de duas semanas, chegando à zona de 1,3370. Esse aumento foi impulsionado pela fraqueza do dólar canadense, que perdeu terreno pela quinta sessão consecutiva, em meio a movimentos mais amplos no setor de commodities.
  • NZD/JPY Ganha Momentum: O par NZD/JPY apresentou uma recuperação, subindo acima da SMA de 20 dias. Esse movimento indica uma mudança de momentum, com o par se recuperando das perdas recentes e sugerindo um possível interesse de compra apesar das incertezas a curto prazo.
  • Análise Técnica do Ouro – Navegando por Níveis Chave de Suporte e Resistência: A recente sessão de negociação do ouro o viu cair abaixo de níveis de suporte cruciais, especificamente entre US$ 2.050 e US$ 2.045, sinalizando uma perspectiva bearish a curto prazo. Caso essa tendência de queda persista, o foco se desloca para a média móvel simples de 50 dias em torno de US$ 2.010 e possíveis suportes adicionais em US$ 1.990 e US$ 1.975. Por outro lado, se o sentimento de mercado mudar e os compradores recuperarem o controle, o ouro enfrentará uma resistência desafiadora em US$ 2.045-US$ 2.050. Superar isso poderia abrir caminho para as máximas de dezembro e, potencialmente, com um impulso de compra sustentado, mirar no pico histórico próximo de US$ 2.150.

Movimentadores do Mercado:

  • Gigantes da Tecnologia Enfrentam Desafios no Mercado: Grandes empresas de tecnologia, incluindo Nvidia, Tesla e Meta, enfrentaram contratempos, com a suas ações caindo na quarta-feira. Essa retração tecnológica está alinhada com a tendência geral do mercado de afastamento das ações de tecnologia de alto desempenho do ano anterior.
  • Charles Schwab (SCHW) e Blackstone (BX) Deslizam Após Rebaixamento: Tanto a Charles Schwab quanto o Blackstone Group registraram quedas após a Goldman Sachs rebaixar essas ações de “compra” para “neutro”. As quedas da Schwab e do Blackstone refletem a tendência geral no setor financeiro, que operou em baixa no geral.
  • Ações de Companhias Aéreas Sob Pressão devido ao Aumento dos Custos de Combustível: As ações de companhias aéreas, incluindo Delta Air Lines (DAL) e Southwest Airlines (LUV), enfrentaram pressão de baixa devido ao aumento nos preços do petróleo. O índice de companhias aéreas de passageiros S&P 1500 notavelmente caiu em resposta.
  • Eli Lilly (LLY) Emergindo como um dos Melhores Desempenhos: As ações da Eli Lilly subiram mais de 4%, liderando os ganhadores no S&P 500. Esse aumento veio depois que o Bank of America nomeou a ação como a sua principal escolha para 2024 entre as grandes empresas biofarmacêuticas.
  • Quedas Notáveis em Ações Específicas: Aptiv Plc (APTV) e BorgWarner (BWA) fecharam com quedas de mais de 5% depois que a Baird rebaixou as ações de “outperform” para “neutro”. Da mesma forma, a Walgreens Boots Alliance (WBA) caiu mais de 4%, liderando as perdas no Dow Jones Industrial, após a Barclays iniciar a cobertura com uma classificação de “underweight”.
  • Tesla (TSLA) Cai Sob Pressão da Concorrência: As ações da Tesla caíram mais de 4% depois que os dados de vendas do 4º trimestre mostraram que a chinesa BYD Co havia superado a Tesla como a maior vendedora de veículos elétricos do mundo.

Conclusão:

À medida que a tela financeira de 2024 começa a se desenrolar, as dinâmicas observadas na sessão de negociação de quarta-feira pintam um quadro de recalibração cautelosa. A tendência de queda nos principais índices, liderada por mudanças significativas no setor de tecnologia e influenciada pela postura monetária firme do Federal Reserve, reflete um ambiente de maior vigilância. Além disso, os movimentos divergentes em ações e setores individuais, desde o aumento do setor de energia até a queda das ações de companhias aéreas, até as mudanças pronunciadas nos pesos pesados do mercado como Apple e Tesla, destacam a complexidade e interdependência do cenário atual do mercado. Os investidores, agora mais do que nunca, estão sintonizados com o intricado vai-e-vem dos indicadores econômicos globais, decisões de política e desempenho corporativo, navegando num mercado que continua imprevisível e interconectado.